Biodiversidade
Embora a protecção da biodiversidade seja uma peça central para a conservação da Natureza, o conceito de biodiversidade tem significados diferentes para pessoas diferentes. Uma definição aceite pela IUCN, WWF e UNEP é: “A variedade de toda a vida em todas as suas formas, níveis e combinações. Inclui a diversidade de ecossistemas, a diversidade de espécies e a diversidade genética dentro de uma espécie.”
A diversidade biológica deve ser considerada em três níveis:
Nível específico – inclui toda a gama de organismos na Terra, desde as bactérias e protistas até aos reinos multicelulares das Plantas, Animais e Fungos.
Estão identificadas cerca de 1,7 milhões de espécies, incluindo mais de 300.000 plantas, 70.000 fungos, um milhão de insectos, 25.000 peixes, 7.800 répteis, 4.700 anfíbios, 9.700 aves e 4.600 mamíferos. Calcula-se que exista um número ainda superior a este de espécies por descobrir.
Nível genético – inclui toda a variação genética dentro de cada espécie. Mesmo dentro de uma espécie os indivíduos são diferentes, e muita dessa diferença tem uma base genética. O conjunto de toda esta variabilidade também deve ser incluído no conceito de biodiversidade.
A diversidade genética dentro de uma espécie é o que lhe permite adaptar-se a novas situações e resistir a epidemias ou mudanças no seu habitat. É a matéria-prima da evolução.
Nível do ecossistema – inclui toda a variedade de inter-relações que se estabelecem entre indivíduos e populações que compõem uma comunidade e todos os habitats disponíveis no planeta Terra, desde o fundo dos oceanos aos desertos.
Todos estes níveis são necessários para a sobrevivência continuada das espécies e comunidades naturais, e não faz sentido pensar neles como categorias separadas. Cada nível influencia os outros de inúmeras maneiras. Se um nível é afectado, os efeitos vão-se fazer sentir nos outros.


